No Rio, preço do gás de cozinha sobe 12% em um ano

20 de setembro de 2018, às 11:13

Além da gasolina que tem pesado no bolso dos consumidores, com reajustes periódicos feitos pela Petrobras, o gás de cozinha também não dá alívio. De acordo com a pesquisa semanal de preços feita pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço médio do produto no Rio chega a R$ 63,75, 12% a mais do que no mesmo período do ano passado, quando o botijão de 13 quilos era vendido, em média, a R$ 56,87.

A diferença de preços chega a R$ 30 dependendo do bairro do Rio, com o produto sendo comercializado a R$ 50, nos pontos de venda mais baratos, como no bairro de Jardim América, na Zona Norte da cidade, até R$ 80, na região de Santa Cruz, na Zona Oeste.
botijão de 13 quilos era vendido, em média, a R$ 56,87.

A diferença de preços chega a R$ 30 dependendo do bairro do Rio, com o produto sendo comercializado a R$ 50, nos pontos de venda mais baratos, como no bairro de Jardim América, na Zona Norte da cidade, até R$ 80, na região de Santa Cruz, na Zona Oeste.

— Quando a Petrobras aumenta o preço nas refinarias, o preço ao consumidor certamente será maior, visto que as distribuidoras não conseguem segurar os preços, e vira um aumento em cascata, que chega ao consumidor — diz José Luiz Rocha, presidente da Associação Brasileira de Entidades de Classe das Revendas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

Ainda segundo Rocha, a competição no setor, que concentra cerca de 68 mil revendedores autorizados pela ANP a vender o gás de cozinha, deixa a redução ainda mais difícil.

— Além dos credenciados, existem os ilegais, especialmente no Rio, que dificultam a política de preços na revenda — destaca.

Os preços mais salgados do combustível, essencial em qualquer cozinha, pode ser reflexo da última alta no preço do produto. Em julho, a Petrobras anunciou aumento no preço do gás de cozinha (GLP residencial) nas refinarias em 4,4%, em média. Com isso, o botijão de 13kg, na ocasião, passou a custar R$ 23,10. A próxima revisão (que pode manter o preço, reduzi-lo ou aumentá-lo) será a partir de 5 de outubro.

A política de preços do GLP residencial prevê ajustes trimestrais no valor de venda do GLP envasado pelas distribuidoras em botijões de até 13 kg. Segundo a companhia, o motivo da alta em julho foi a desvalorização do real frente ao dólar, que entre março e junho chegou a 16%. No mesmo período, disse a companhia, os aumentos “poderiam levar a um reajuste superior ao divulgado”.

No ano passado, o botijão de gás registrou um aumento total de 16%, representando um dos principais impactos no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país.

Dicas para economizar no gás de cozinha

— Na hora de comprar um fogão, escolha os com maior nível de eficiência , pois eles conseguem reter mais calor no interior do forno e, assim, preparar os alimentos mais rápido;

— Mantenha os queimadores sempre limpos. Com freqüência, desmonte as bocas e lave com uma esponja, água e sabão;

— Observe se a chama está bem azul. Se estiver amarelada, chame um profissional para fazer a manutenção;

— Só use a maior boca do fogão se utilizar panela grande, pois ela gasta mais gás.

— Use panelas adequadas à quantidade de comida. Usar uma frigideira grande, por exemplo, para fritar apenas um ovo provoca um gasto desnecessário do insumo;

— Na hora de cozinhar, use tampas nas panelas para evitar a dispersão do calor;

— Deixe grãos de molho de 8 a 12 horas para cozer mais rápido;

— Cozinhe uma quantidade maior de feijão de uma só vez e depois refrigere;

— Use papel alumínio em preparações no forno e retire apenas no final, para dourar. Lembre-se de colocar a parte brilhosa voltada para o alimento, de forma que possa refletir calor.

— Se possível, faça duas receitas no forno ao mesmo tempo. Se for afetar o sabor, faça as preparações separadas, mas em seguida para aproveitar o calor.

Fonte: O Globo